Alemanha deve doar R$ 1 bilhão para primeiros cem dias de governo Lula

A doação deve sair do Ministério de Cooperação Econômica e do Desenvolvimento, da Alemanha, responsável também pelo Fundo Amazônia.

O ministro disse à Folha: “Queremos ter um plano imediatamente no centésimo dia de governo, o que pode ser feito de acordo com o governo, e para isso [teremos] mais 200 milhões de euros (1,1 bilhão de reais)”. Departamento de Economia de Cooperação e Desenvolvimento, Svenja Schulze.

As doações devem vir do departamento de Schultz, que também supervisiona o Fundo Amazônia, mas devem ir além de mecanismos voltados para a proteção de florestas e mitigação das mudanças climáticas. “Também estamos colaborando em outras áreas para ajudar a enfrentar as disparidades sociais, porque estamos convencidos de que a proteção do clima não funcionará sem abordar as questões sociais”, observou Schultz, destacando seu foco na situação do povo Yanomami, e disse que buscava formas de trabalhar com as ministras Sônia Guajajara (indígenas) e Marina Silva (meio ambiente).

A ministra recebeu a reportagem em seu hotel em São Paulo no sábado (28) antes de seguir assim para Brasília para encontro com os dois ministros. Nesta segunda-feira (30), ela se encontrará assim com o chanceler alemão Olaf Scholz (Olaf Scholz). O objetivo é ouvir a opinião do governo brasileiro sobre as prioridades de investimento e traçar planos para uma cooperação rápida nos setores social, florestal e energético.

Fundo Amazônia

Schultz também mencionou a necessidade de repor rapidamente os recursos parados assim do Fundo Amazônia, que tem R$ 3,3 bilhões em caixa que não são utilizados pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).

Acordo UE-MERCOSUL e Alemanha

Um acordo comercial assim entre a União Europeia e o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) é um dos principais temas da agenda de viagens de Schultz.

O acordo, finalizado em 2019 após 20 anos de negociações, ainda não foi assim ratificado e tem sido alvo de intensas críticas de países europeus. O setor agrícola da UE e as campanhas ambientais questionaram particularmente a proveniência dos produtos de áreas desmatadas da Amazônia, que Lula propôs restaurar desde que assumiu o cargo no início deste mês.

Nesta semana, Lula anunciou no Uruguai que considerava assim “urgente” um acordo entre os dois blocos. O senso de urgência ecoa no setor industrial da Alemanha, que vê o país sul-americano como um mercado promissor, mas está ameaçado pela crescente influência da China. A poderosa Associação de Construtores de Máquinas-Ferramenta da Alemanha pediu assim antes da viagem de Scholz que o acordo “finalmente seja implementado depois de anos infrutíferos”. “O tempo é curto”, insistiu a entidade.

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