Quadrilhas utilizam nomes de contadores para roubar dinheiro e dados de MEI

É por meio de informações de ofertas de crédito que as quadrilhas começam a roubar recursos e dados de microempreendedores individuais. A oferta de uma instituição financeira aparentemente confiável é tentadora: ajudar a ganhar uma quantia maior do que o empresário abordado permitiria. No entanto, o custo foi considerável: além de convencer o MEI a pagar por serviços desnecessários, os golpistas obtiveram informações pessoais que poderiam ser utilizadas para uma série de fraudes financeiras ou outras.

“Essa quadrilha ataca especificamente o MEI porque os microempreendedores costumam colocar seus números de telefone nos cartões do CNPJ. Eles se passam por instituições financeiras, alegando que podem aprovar o crédito e pedem os documentos da pessoa. Para comprovar a renda, pedem a Declaração de Renda Percepção de Evidências (Decore), mas quando receberam, disseram que o documento estava errado”, disse Franciele Carini, coordenadora de Fiscalização, Ética e Disciplina do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Sobre as quadrilhas

“Essa quadrilha ataca especificamente o MEI porque os microempreendedores costumam colocar seus números de telefone nos cartões do CNPJ. Eles se passam por instituições financeiras, alegando que podem aprovar o crédito e pedem os documentos da pessoa. Para comprovar a renda, pedem a Declaração de Renda Percepção de Evidências (Decore), mas quando receberam, disseram que o documento estava errado”, disse Franciele Carini, coordenadora de Fiscalização, Ética e Disciplina do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Ao mesmo tempo em que obtêm as informações necessárias para solicitar empréstimos em nome de terceiros, alugar serviços ou até mesmo abrir um negócio, os golpistas vendem às vítimas serviços de contabilidade falsos para emitir Decores ilícitos. “Ele então apontou para outro membro da quadrilha como se fosse um profissional de contabilidade, e a vítima concordou em pagar pela publicação de declarações falsas”, disse o representante do CFC. Depois de pagar, a quadrilha desapareceu.

O golpe não é novo, mas desde a pandemia se tornou mais comum à medida que a disponibilidade de crédito se expandiu e a comunicação entre as instituições financeiras e seus clientes por meio de mensagens se expandiu. Para dar credibilidade ao cenário, os integrantes da quadrilha responsáveis ​​por se passarem por contadores usaram nomes de profissionais contábeis legítimos obtidos no site do conselho regional da categoria. Portanto, envolve pessoas inocentes.

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