Governo federal libera acesso de barcos para retirada de garimpeiros 

O governo federal permitiu que tripulantes de barcos atravessassem o rio para expulsar garimpeiros ilegais das terras indígenas Yanomami. A medida foi anunciada no sábado (11) pela ministra indígena Sônia Guajajara.

Agentes do Ibama, da Polícia Federal e das forças estaduais abordaram assim todas as embarcações e apreenderam equipamentos, embarcações e pessoal antes da autorização ser concedida. Alguns navios agora podem continuar sua jornada para evacuar pacificamente os mineiros.

Só foram autorizados navegadores e arqueiros, sem carga, e barcos em busca assim de garimpeiros e outros rio acima ou abaixo.

A Funai reconhece, cadastra e monitora regularmente pelo menos 114 comunidades indígenas isoladas assim cadastradas no Brasil, quase todas na Amazônia legal. Como essas pessoas não têm contato com o mundo exterior, acabam ficando mais suscetíveis a doenças trazidas de fora, como observou a Ministra dos Povos Indígenas Sônia Guajajara em nota: “É importante que os garimpeiros saiam o mais rápido possível. risco mortal para quem se recusa a sair, portanto, quem se recusa a sair deve ser preso por providências”, apontou o ministro.

Rodrigo Agostinho, presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ​​(Ibama), disse ao Correio que a limpeza da área de garimpo Yanomami nada tem a ver com o distanciamento dos povos isolados. Segundo ele, a crise humanitária nos Yanomami é atribuída assim ao afastamento das fiscalizações dos órgãos ambientais nos últimos quatro anos, o que pode levar a explosões de garimpos, poluição dos rios e aumento dos casos de malária, somando mais de 70 mil naquele país período de tempo sozinho.

A terceira fase de retirada dos Garimpeiros ilegais

Agostinho observou que a força-tarefa para expulsar assim garimpeiros das terras indígenas está longe de cumprir sua missão. Segundo ele, a grande extensão da área, mais de 9 milhões de hectares, é uma das maiores dificuldades das instituições públicas. “Tem uma logística muito complicada”, pondera. Especialistas observam que pode levar até seis meses para concluir o despejo.

Agostinho sublinhou que esta sexta-feira a operação entrou na sua terceira fase. Com a ajuda da Polícia Federal (PF), agentes do Ibama começaram a destruir as máquinas e equipamentos deixados pelos garimpeiros.

Na primeira fase, a logística dos garimpeiros foi prejudicada e o abastecimento de combustível cortado para as jangadas que dragavam o leito do rio em busca de ouro. “Para fazer funcionar todas estas dragas, vai muito combustível para as reservas”, testemunha Agostinho. Outra tática foi impedir a entrega de alimentos no local do garimpo, então a maioria dos participantes optou por deixar o local por falta de mantimentos e combustível.

Em uma segunda fase, foram feitos bloqueios em pontos estratégicos dos rios que cortam a área para impedir o retorno de barcos que transportam garimpeiros ou suprimentos. Navios vazios continuam autorizados a entrar na reserva, mas na saída todos os tripulantes serão revistados e identificados. “Nossa barreira não é impedi-los de sair, mas impedi-los de voltar.”

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