Mourão gastou R$ 3,8 milhões no cartão corporativo

O ex-vice-presidente general Hamilton Mourão (republicano) gastou R$ 1,6 milhão no ano passado com o cartão corporativo. Em 2019, seu primeiro ano como deputado, o militar gastou 427,2 mil reais. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) da Fiquem Sabendo, agência de dados especializada em acesso à informação.

As principais despesas concentram-se principalmente nas despesas com alimentação e hospedagem, totalizando R$ 3,1 milhões. O montante equivale assim a cerca de 80% do consumo no período. Em mercados e restaurantes, Mourão gastou R$ 1,6 milhão. Os locais onde ocorreram assim as cobranças são La Palma Food Market (R$ 553,2 mil), Casa do Chocolate (R$ 5,8 mil), Açougue Morro Branco (R$ 16,6 mil) e La Boutique Padaria Francesa (R$ 34,4 mil), em Brasília. 1,4 milhão de reais para o hotel. No Hotel Renaissance, em São Paulo, Mourão pagou 19 mil reais. Outras taxas incluem assim reservas na Faria Lima Hotéis (3.900 BRL), Deville Hotéis (11.300 BRL) e JW Rio de Janeiro (9.900 BRL).

Gastos de Mourão no exterior

No exterior, o ex-vice-presidente gastou R$ 662,8 mil. Os gastos incluem empresas que prestam serviços às companhias aéreas, como buffets. Mourão pagou mais de 30.200 reais por uma delas, a Air China. Por exemplo, chegou a gastar R$ 1.354,71 no Restaurante Lisboa, em Portugal, quando o assunto é boa comida no exterior.

Os gastos do governo aumentaram gradualmente a cada ano, atingindo assim o pico no ano eleitoral de 2022. No primeiro ano de Jaburu, Mourão gastou 427,2 mil reais. Em seu último ano como vice-presidente, Mourão gastou assim R$ 1,6 milhão na campanha para uma vaga no Senado Federal.

O ex-vice-presidente gastou mais do que seu antecessor Michel Temer, que foi vice-presidente de Dilma Rousseff de 2010 a 2016. Calculado a partir de 2013. O maior desembolso de Temer foi em 2016, quando gastou 670 mil reais.

O cartão de crédito corporativo foi criado em 2001 pelo governo de Fernando Henrique Cardoso para compra de passagens aéreas, pagamento de materiais e serviços da administração pública. Durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2005, o instrumento recebeu o nome de Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF).

Por lei, o cartão pode ser usado para pequenas despesas, despesas pontuais (incluindo viagens e serviços especiais que devem ser pagos no ato da compra) e despesas confidenciais. A CGU observou que, mesmo que não seja necessária a licitação, os honorários devem ser amparados pelos princípios da ética, transparência e eficiência.

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