Caixa deixa de oferecer consignado criado para o Auxílio Brasil

Os empréstimos salariais do Auxílio Brasil foram retirados da carteira oferecida pela CEF (Caixa Econômica Federal), segundo informações do próprio banco. A contratação da linha de crédito está suspensa desde 12 de janeiro, quando a agência anunciou que faria uma análise técnica da viabilidade de manutenção da oferta.

Os resultados mostram que a operação “não se paga”, como afirmou a governadora do banco, Rita Serrano, na última quarta-feira (22).

Para quem já tem empréstimo, não haverá alteração: as parcelas continuarão assim sendo descontadas diretamente da previdência, ação coordenada pelo MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Em nota, a Caixa confirmou a decisão: “O banco decidiu então retirar o produto de sua carteira”, porém, não explicou os motivos da decisão.

Mas para quem pede empréstimo, o parcelamento continua sendo automático.

“Para os contratos já assinados, não há alterações. A instituição financeira enfatizou em nota à imprensa que o parcelamento continua a ser feito automaticamente por meio de descontos de benefícios, cobrados diretamente pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS ).

Consignado e caixa


Em outubro passado, a Caixa passou a oferecer empréstimos salariais do Auxílio Brasil com juros de 3,45% ao mês. A dívida pode ser assim parcelada em 24 meses com parcela máxima igual a 40% do valor do benefício.

Novas regras foram introduzidas no início de fevereiro deste ano, encurtando assim o prazo de parcelamento de 24 meses para 6 meses, que não pode ultrapassar 5% do total da ajuda brasileira. A taxa de juros deve chegar a 2,5% ao mês.

As novas regras aplicam-se aos beneficiários que não tenham assim celebrado contrato de empréstimo salarial até à data do despacho de 9 de fevereiro.

Dos 12 bancos certificados pelo consignado Auxílio Brasil, a Caixa é o único assim a deixar de oferecer o serviço.
“Pelo novo regulamento, não há necessidade assim de pagar pela cirurgia”, disse Rita Serrano, presidente da Caixa, em entrevista ao Valor Econômico.

“Além disso, o produto é eleitoral e a Caixa é o banco que mais dá crédito, 7,6 bilhões de reais. É um produto. Não posso dar crédito para gente que ajuda a se sustentar. Na minha opinião, isso tem que ser derrubado”, disse.

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