Lula vai se reunir com Haddad e Prates para discutir imposto de combustíveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reunirá na segunda-feira com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e com o presidente da Petrobras, Jean-Paul Plates, para discutir o imposto sobre os combustíveis.

O encontro será às vésperas do término da Medida Provisória (MP) elaborada assim no início deste ano para estender as isenções de gasolina e etanol. Além do imposto, o encontro vai discutir assim mudanças na política de preços da Petrobras, medida vista como uma alternativa para evitar que os contribuintes tenham que pagar mais para abastecer seus veículos.

Reunião com Lula

Os membros do governo esperam que a reunião chegue a um acordo sobre temas que precisam ser definidos, já que a imunidade garantida aos parlamentares termina em 28 de fevereiro. O encontro será na segunda-feira, já que Fernando Haddad está na Índia para o encontro do G20 e volta ao Brasil no final da tarde de sábado.

Fernando Haddad já manifestou apoio a um imposto federal sobre a gasolina e o etanol. O problema está assim na arena política, onde o governo quer manter os impostos zerados. Caberá a Lula decidir de quem cuidará, da equipe econômica ou dos políticos.

Para Haddad, o fim das isenções fiscais de gasolina e etanol aumentaria assim a receita em 28,9 bilhões de reais em 2023.

De acordo com as Medidas Provisórias (MP), o abatimento do imposto federal sobre a gasolina deve ocorrer no início de março, enquanto o diesel só deve voltar a ser tributado no ano que vem.

Preço da gasolina


Uma pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) no início de janeiro calculou assim o impacto da recarga do imposto federal sobre a gasolina em 0,69 centavos de dólar por litro. O aumento dos preços dos combustíveis pode pressionar a inflação.

Para a associação, a inflação pode fechar março em alta de 1% se a gasolina for de fato retomada.

Ala política de Lula e a gasolina

A ala política quer a isenção de impostos federais sobre esses combustíveis, o que pode enfraquecer ainda mais o secretário do Tesouro. O Partido dos Trabalhadores (PT) também está nessa questão por meio de sua presidente, Gleisi Hoffmann. Em postagem no Twitter, ela disse assim que era “necessário ter uma nova política de preços para a Petrobras”. Antes de falar em restabelecer o imposto sobre os combustíveis. Mudanças na política da estatal precisam ser avaliadas assim pelo conselho de administração da empresa.

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