Azul Itaú Infinite dá 4 trechos para acompanhante: quanto é preciso gastar para liberar?

Benefício exige 50 mil pontos de fatura dentro de um ciclo de 12 meses, e pontos promocionais não ajudam a alcançar a meta.

Publicado em 31/08/2026 por Rodrigo Duarte.

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O Azul Itaú Visa Infinite possui um benefício que pode valer bastante para quem costuma viajar acompanhado: quatro trechos de cortesia para outra pessoa. A vantagem, porém, não é liberada simplesmente por ter o cartão.

Azul Itaú Infinite dá 4 trechos para acompanhante: quanto é preciso gastar para liberar?
Créditos: I.A.

O titular precisa acumular 50 mil pontos gerados pelas faturas dentro de um ciclo de 12 meses. Ao alcançar a meta, recebe dois trechos nacionais e outros dois trechos flexíveis, que podem ser utilizados em viagens nacionais ou internacionais nas condições previstas.

A quantidade de gastos necessária depende de onde as compras são feitas. Atualmente, o cartão acumula 3 pontos por dólar equivalente em compras nacionais e 3,5 pontos por dólar em compras internacionais.

Isso permite estimar quanto é necessário movimentar no cartão, mas existe outro detalhe importante: os bônus promocionais concedidos em campanhas não entram na contagem dos 50 mil pontos.

Quanto precisa gastar para chegar aos 50 mil pontos?

Se todos os gastos forem realizados no Brasil e acumularem 3 pontos por dólar, será necessário movimentar o equivalente a aproximadamente US$ 16.666,67 durante o ciclo.

Isso acontece porque 16.666,67 multiplicados por três resultam em aproximadamente 50 mil pontos.

Para transformar esse número em reais é necessário conhecer a cotação utilizada para conversão das compras no programa.

Usando apenas como exemplo uma cotação de R$ 5,50 por dólar, seriam cerca de R$ 91.667 em compras durante 12 meses.

Dividido igualmente pelo período, o gasto médio seria próximo de R$ 7.639 mensais.

Nas compras internacionais, o acúmulo de 3,5 pontos reduz a quantidade necessária. Para alcançar os mesmos 50 mil pontos seriam necessários aproximadamente US$ 14.286 em gastos equivalentes.

Com a mesma cotação meramente ilustrativa de R$ 5,50, isso representaria aproximadamente R$ 78.573 ao longo do ciclo, ou cerca de R$ 6.548 por mês.

Na prática, a maioria dos clientes mistura compras nacionais e internacionais. O valor necessário ficará então em algum ponto entre essas referências e mudará conforme o dólar considerado nas faturas.

Bônus de contratação ajuda a liberar o acompanhante?

Não.

Esse detalhe pode causar bastante confusão porque o cartão costuma participar de campanhas que oferecem dezenas de milhares de pontos extras para novos clientes.

Em agosto de 2026, por exemplo, houve campanha capaz de entregar bônus significativo mediante cumprimento de condições de gastos e relacionamento.

Esses pontos podem aumentar o saldo disponível no programa de fidelidade, mas não contam para atingir os 50 mil exigidos para liberar os trechos de acompanhante.

Para esse benefício, entram principalmente os pontos produzidos pelas compras lançadas nas faturas. Pontos obtidos por meio do acelerador oferecido pelo Itaú também podem ser considerados conforme as regras vigentes.

Portanto, alguém que recebe 40 mil pontos promocionais e gera outros 10 mil com compras não deve concluir que já atingiu os 50 mil necessários.

A contagem específica do acompanhante olha para os pontos elegíveis produzidos durante o ciclo.

Os quatro trechos equivalem a duas passagens completas?

Podem equivaler, dependendo da viagem.

Depois que a meta é alcançada, são disponibilizados dois trechos de cortesia nacionais e dois trechos flexíveis.

Os nacionais servem para voos dentro do Brasil operados pela Azul.

Os flexíveis podem ser utilizados tanto no Brasil quanto em determinados voos internacionais da própria Azul, dentro das condições do benefício.

Em uma viagem nacional de ida e volta, por exemplo, um acompanhante pode consumir dois trechos. Os outros dois poderiam ser utilizados posteriormente em outra viagem.

Também é possível estruturar uma viagem de ida e volta utilizando os trechos flexíveis quando a rota for elegível.

Mas não se trata de quatro passagens completas de ida e volta. São quatro trechos.

Além disso, o acompanhante precisa viajar junto com o titular e estar na mesma reserva desde a emissão. Não é possível simplesmente entregar a cortesia para outra pessoa viajar sozinha.

Taxas aeroportuárias, serviços extras, seguros e outras despesas também não são cobertos pelo benefício.

O gasto necessário pode ser menor que o exigido para zerar a anuidade

Essa comparação produz uma situação interessante.

O Azul Itaú Infinite cobra atualmente mensalidade de R$ 113, equivalente a R$ 1.356 ao longo de 12 meses caso nenhuma redução seja obtida.

A cobrança fica 50% menor quando a fatura atinge pelo menos R$ 10 mil no mês e é integralmente zerada a partir de R$ 20 mil.

Mas, como vimos, alguém pode teoricamente alcançar os 50 mil pontos do acompanhante gastando algo próximo de R$ 7 mil ou R$ 8 mil por mês, dependendo da cotação do dólar e da composição das compras.

Ou seja: é possível liberar os quatro trechos e ainda assim ter pago a anuidade integral durante boa parte do período.

Isso precisa entrar na conta.

Se o cliente pagar R$ 1.356 de anuidade e conseguir utilizar quatro trechos que custariam, juntos, R$ 3 mil ou R$ 4 mil em determinadas viagens, o benefício pode superar o custo do cartão.

Se utilizar as cortesias em voos baratos que somariam apenas algumas centenas de reais, a vantagem fica muito menor.

Existe prazo para usar os trechos depois da liberação

A meta funciona dentro de ciclos de 12 meses contados conforme as regras do cartão.

Quando o cliente atinge os 50 mil pontos elegíveis, o benefício é liberado uma vez naquele ciclo. A contagem será reiniciada no ciclo seguinte.

Depois da liberação, existe ainda prazo de 12 meses para utilizar as cortesias.

Não adianta acumular o benefício indefinidamente esperando uma viagem futura distante. Se os trechos não forem utilizados dentro da validade, expiram.

Isso torna o cartão mais interessante para quem já possui intenção real de viajar acompanhado.

A mesma cautela vale para perseguir a meta de pontos.

Gastar R$ 10 mil adicionais em compras desnecessárias para liberar uma passagem de acompanhante que custaria R$ 1.500 seria uma troca claramente desfavorável.

O benefício funciona melhor quando os 50 mil pontos aparecem como consequência de despesas que já seriam realizadas.

Para quem naturalmente movimenta valores próximos da meta e costuma voar pela Azul em dupla, os quatro trechos podem representar uma economia relevante. Para quem precisa aumentar artificialmente o consumo apenas para chegar aos 50 mil pontos, a cortesia pode acabar custando bem mais do que uma passagem comprada normalmente.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.