Cartão Itaú no Samsung Pay: como pagar por aproximação com segurança

Carteira digital adiciona praticidade, mas exige proteção do aparelho.

Publicado em 20/07/2026 por Rodrigo Duarte.

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Clientes Itaú podem cadastrar cartões de crédito, débito ou múltiplos no Samsung Pay para pagar por aproximação usando celulares e relógios Samsung compatíveis. A carteira digital funciona como uma versão digital do cartão físico, permitindo que o consumidor aproxime o aparelho da maquininha em estabelecimentos que aceitam pagamento por aproximação.

Cartão Itaú no Samsung Pay: como pagar por aproximação com segurança
Créditos: I.A.

A vantagem está na conveniência. Em vez de retirar o cartão da carteira, o cliente pode usar o smartphone ou o relógio para pagar compras do dia a dia, como supermercado, farmácia, transporte, restaurantes, lojas e serviços presenciais. O Itaú informa que seus cartões podem ser usados nas principais carteiras digitais, incluindo Samsung Pay, e que a validação da compra ocorre com senha ou biometria do aparelho.

Isso não significa que o uso dispensa cuidados. A carteira digital aumenta a praticidade, mas também torna o celular uma ferramenta de pagamento. Por isso, antes de cadastrar cartões no Samsung Pay, o cliente precisa proteger o aparelho, entender como funciona a autenticação, saber o que fazer em caso de perda ou roubo e evitar cadastrar cartões em dispositivos compartilhados.

Como cadastrar o cartão Itaú no Samsung Pay

O cadastro pode ser iniciado pelo próprio Samsung Pay ou pelos aplicativos do Itaú, conforme o caminho disponível para o cliente. Em geral, o processo envolve adicionar o cartão, confirmar os dados e validar a ativação pelo app Itaú, Itaú Personnalité, Itaú Cartões ou Credicard, conforme o cartão usado.

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O Itaú informa que é possível usar o Samsung Pay com cartões de crédito, débito ou múltiplos. A disponibilidade pode depender do tipo de cartão, da bandeira, da situação da conta, da versão do aplicativo e da compatibilidade do aparelho. Por isso, se a carteira digital não aparecer como opção, o cliente deve verificar se o celular é compatível, se o aplicativo está atualizado e se o cartão está habilitado para esse tipo de uso.

Depois do cadastro, o cartão físico continua existindo. O Samsung Pay apenas cria uma forma digital de pagamento vinculada ao cartão. A fatura, o limite, as compras e a função crédito ou débito seguem as regras do cartão original.

Essa diferença é importante porque cadastrar no celular não muda o contrato do cartão. O que muda é o modo de usar.

Pagamento por NFC depende de terminal compatível

O pagamento por aproximação usa a tecnologia NFC em celulares e relógios compatíveis. Para pagar, o cliente desbloqueia ou autentica o Samsung Pay, escolhe o cartão quando necessário e aproxima o aparelho da maquininha. Se o terminal aceitar aproximação, a transação é processada como uma compra com cartão.

O Itaú informa que, depois de o cartão estar cadastrado na carteira digital e o dispositivo ter NFC, é possível pagar aproximando o celular da maquininha até mesmo sem sinal de internet ou com o aparelho em modo avião. Isso ocorre porque a comunicação da compra acontece entre o aparelho e o terminal de pagamento, não por uma navegação comum na internet.

Ainda assim, o cadastro inicial, as atualizações e algumas validações podem exigir conexão e aplicativo funcionando corretamente. O cliente também deve manter o sistema do aparelho atualizado, porque atualizações de segurança reduzem vulnerabilidades.

Se a compra não passar, pode haver problema no terminal, no limite, na função escolhida, no cartão, no NFC ou na autenticação. Nesse caso, o cartão físico pode ser uma alternativa, desde que esteja disponível e desbloqueado.

Verificações antes de usar o pagamento por aproximação

Antes de pagar com cartão Itaú no Samsung Pay, o cliente deve conferir:

  • se o celular ou relógio Samsung é compatível com Samsung Pay;
  • se o cartão Itaú está habilitado para carteira digital;
  • se o aplicativo do Itaú ou Itaú Cartões está atualizado;
  • se o Samsung Pay está configurado com bloqueio de tela;
  • se há senha forte, biometria ou reconhecimento seguro no aparelho;
  • se o NFC está ativado;
  • se o terminal da loja aceita pagamento por aproximação;
  • se o cartão correto foi selecionado para a compra;
  • se a função crédito ou débito está adequada;
  • se há limite ou saldo suficiente;
  • se notificações de compra estão ativadas;
  • se o aparelho não é compartilhado com outras pessoas;
  • se há forma de bloquear cartão e conta em caso de perda;
  • se o cartão físico continua guardado em local seguro.

Autenticação protege melhor do que cartão solto

Uma diferença importante entre cartão físico e carteira digital está na autenticação. O cartão físico por aproximação pode permitir compras de baixo valor sem senha, conforme regras da bandeira, do emissor e do terminal. Já a carteira digital normalmente exige desbloqueio, senha, biometria ou autenticação no aparelho para liberar o pagamento.

Isso adiciona uma camada de segurança. Se o celular está bloqueado e protegido corretamente, outra pessoa não deveria conseguir usar o Samsung Pay sem autenticar o aparelho. Ainda assim, essa proteção depende da configuração feita pelo próprio usuário.

Usar senha fraca, deixar o celular desbloqueado, compartilhar biometria, permitir que outras pessoas saibam o código de acesso ou manter o aparelho sem bloqueio reduz a segurança da carteira digital. O pagamento por aproximação é tão seguro quanto o controle do dispositivo.

Por isso, a carteira digital deve ser tratada como app bancário. Não basta confiar na tecnologia. É preciso proteger o acesso.

O que fazer se perder o celular

Em caso de perda, furto ou roubo do celular, o cliente deve agir rápido. O primeiro passo é bloquear o aparelho pelos recursos da Samsung ou do sistema usado para localização e segurança. Depois, deve acessar os canais oficiais do Itaú para bloquear temporariamente o cartão, revisar movimentações e impedir novos pagamentos.

O Itaú divulga recursos de segurança no aplicativo, incluindo bloqueio e desbloqueio de cartões. Esse controle é útil porque o cliente pode interromper o uso do cartão físico e digital enquanto verifica se houve movimentação indevida.

Também é recomendável trocar senhas importantes, encerrar sessões em aplicativos sensíveis e acompanhar notificações de compra. Se houver transação não reconhecida, o cliente deve contestar pelos canais oficiais do banco e guardar protocolos.

A carteira digital pode ser mais segura que carregar vários cartões físicos, mas o celular concentra acesso a banco, e-mail, mensagens, autenticação e pagamentos. Por isso, perder o aparelho exige resposta imediata.

Dispositivo compartilhado aumenta o risco

Cadastrar cartões em celulares ou relógios compartilhados não é recomendável. Mesmo que o Samsung Pay exija autenticação, um dispositivo usado por várias pessoas aumenta o risco de acesso indevido, confusão de senhas, compras não reconhecidas e exposição de dados.

Isso vale para celular usado por familiares, aparelho emprestado, dispositivo de trabalho com acesso de terceiros ou relógio que outra pessoa também utiliza. O cartão cadastrado na carteira digital deve ficar em aparelho pessoal, protegido e controlado pelo titular.

Também é importante evitar cadastrar cartão em aparelho antigo, sem atualização de segurança, com aplicativos desconhecidos, tela quebrada que dificulta bloqueio ou sistema modificado. Quanto menor o controle sobre o dispositivo, maior o risco financeiro.

Se o cliente precisa emprestar o celular com frequência, o ideal é remover cartões da carteira digital ou usar perfis e bloqueios que impeçam acesso ao pagamento.

Carteira digital não muda a responsabilidade da fatura

O Samsung Pay facilita o pagamento, mas não altera a lógica do cartão. Compras no crédito continuam indo para a fatura. Compras no débito continuam dependendo de saldo. Parcelamentos, limites, vencimento, juros, contestação e benefícios seguem as regras do cartão Itaú cadastrado.

A praticidade pode até aumentar o risco de gasto por impulso. Como o pagamento fica mais rápido, o consumidor pode comprar sem perceber o acúmulo de pequenas despesas. Cafés, corridas, farmácia, aplicativos, lanches e compras rápidas podem pesar na fatura quando somados.

Por isso, notificações de compra e acompanhamento pelo app são importantes. O cliente deve revisar gastos ao longo do mês, não apenas quando a fatura fecha. A carteira digital é uma forma de pagamento, não um controle automático do orçamento.

Usar Samsung Pay com segurança também significa saber quanto está sendo gasto.

Segurança depende de tecnologia e hábito

O cartão Itaú no Samsung Pay pode ser uma opção prática e segura para quem usa celular ou relógio Samsung compatível e quer pagar por aproximação sem depender do cartão físico. A validação por senha ou biometria, o uso de NFC e a possibilidade de bloquear cartão pelos canais do banco ajudam a proteger as transações.

Mas a segurança real depende de hábitos. O cliente precisa manter o aparelho bloqueado, não compartilhar senhas, evitar cadastro em dispositivos de terceiros, acompanhar notificações e saber como agir em caso de perda ou roubo.

A carteira digital funciona melhor quando substitui o cartão físico com mais controle, não quando aumenta descuido. Se o aparelho está protegido e o cliente acompanha os gastos, o Samsung Pay pode simplificar pagamentos presenciais sem reduzir a segurança. Se o celular é compartilhado, fica desbloqueado ou não recebe atualizações, o risco aumenta e o cadastro do cartão deve ser repensado.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.