O que fazer depois de limpar o nome? Confira dicas para reconstruir a vida financeira

Consumidores devem aproveitar o momento para refazer sua imagem diante das instituições de crédito.

Publicado em 25/08/2025 por Rodrigo Duarte.

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Milhões de brasileiros estão, atualmente, com os seus nomes negativados, inscritos em órgãos de proteção ao crédito e tendo muitas dificuldades para conseguir fazer um empréstimo, ter um cartão de crédito e fazer financiamentos. Os últimos meses indicam recordes nesses números, com uma série de fatores que explicam esse momento.

O que fazer depois de limpar o nome? Confira dicas para reconstruir a vida financeira
Créditos: Divulgação

Mas, quando existe essa grande quantidade de pessoas consideradas como inadimplentes, existe também um impacto na economia que não deve ser desconsiderado. Afinal de contas, essas pessoas com menos acesso ao crédito consomem menos, e isso afeta os rendimentos das empresas, que podem ter que fazer cortes, e também o recolhimento de impostos.

Por isso, existem diversas iniciativas e esforços que são feitos com o objetivo de criar oportunidades para que essas pessoas consigam limpar os seus nomes e ter acesso ao crédito novamente, para que elas possam voltar a consumir. E, a partir do momento que os consumidores conseguem pagar suas contas e voltam a ter o nome limpo, eles podem reconstruir a sua imagem diante do mercado financeiro.

Para aquelas pessoas que estão conseguindo deixar para trás essa situação delicada e gostariam de um direcionamento sobre o que fazer para melhorar o seu score e conseguir retomar a ofertas plena de crédito, confira algumas dicas do que deve ser feito.

Avalie e entenda o que aconteceu

Antes de mais nada, é muito importante que as pessoas consigam fazer uma avaliação sincera sobre o que aconteceu na sua vida financeira para que ela se tornasse uma negativada. Isso é essencial para evitar que os mesmos erros sejam cometidos posteriormente, já indicando algumas mudanças que precisam ser feitas.

Em alguns casos, a negativação pode ter acontecido em virtude de uma situação ou de um momento específico, como a perda do emprego. Mas em outros pode ter sido o acúmulo de uma série de comportamentos que precisam ser revistos, como compras por impulso, uso excessivo do crédito, etc.

Crie ou recrie seu orçamento

Uma outra dica muito importante para quem está saindo do vermelho e deseja ficar com as contas em dia a partir desse momento é começar a trabalhar com um orçamento doméstico. Basicamente é um planejamento no qual as pessoas anotam todas as suas receitas e as suas despesas e, de forma realista, também acompanham os gastos do dia a dia. Essa acaba sendo uma forma de ter noção de como andam as contas antes que seja tarde demais.

Na maioria dos casos, as pessoas que não conseguem pagar as suas contas são aquelas que não possuem um orçamento bem estruturado e montado para o seu dia a dia. Caso já exista algum planejamento, está na hora de olhar e reavaliar o que está sendo trabalhado, pois algo realmente não está fazendo sentido.

Utilize uma metodologia de distribuição de renda

Existem diversas metodologias que podem ser aplicadas no momento que uma pessoa está criando o seu orçamento. Uma das mais famosas é chamada de 50-30-20, pois propõe que todo o dinheiro que a pessoa ganha seja distribuído dessa forma, em três grandes categorias. Ou seja, 50% de todo o dinheiro que entra no orçamento doméstico deve ir para o pagamento das necessidades básicas. Outros 30% devem ir para o pagamento ou financiamento de lazer e desejos pessoais. E os outros 20% devem ir para alguma espécie de poupança ou de rendimento, ou seja, guardado.

Tenha uma reserva de emergência

Outro ponto muito importante de qualquer orçamento doméstico é ter, de fato, uma reserva de emergência. Esse é um dinheiro que fica guardado e que, como o próprio nome entrega, será utilizado apenas em casos de emergência, nos quais a pessoa fica sem acesso a outros valores ou em casos de gastos que podem ser considerados realmente como exceção.

A reserva de emergência terá um papel muito importante em diversos momentos de uma vida financeira considerada mais saudável. Antes de mais nada, ela vai ajudar para que as pessoas consigam ter mais consciência do seu dinheiro, inclusive criando o hábito de poupar. Além disso, esse valor poderá evitar que as pessoas tomem dívidas mais onerosas nesses casos de emergência.

Reavalie o uso do crédito

O sistema de crédito é muito importante na nossa vida financeira atual. De fato, muitas pessoas se preocupam apenas em limpar o seu nome justamente para ter de volta acesso ao crédito. O problema é que justamente isso pode acabar causando toda a falta de organização das contas.

O crédito deve ser utilizado como uma ferramenta que potencializa o poder de compra de um consumidor, mas sempre com responsabilidade. As pessoas nunca devem confundir o crédito com dinheiro disponível para compras. Elas devem sempre adequar esses valores disponíveis à capacidade de pagamento de cada indivíduo.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.