Custo Efetivo Total: entenda a sua importância em uma operação de empréstimo

Entenda como as empresas chegam nesse dado e sua importância para o contrato.

Publicado em 19/02/2026 por Rodrigo Duarte.

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Ao tirar um empréstimo em qualquer banco ou instituição financeira, as pessoas assumem o compromisso de fazer o pagamento do valor completo liberado em dinheiro, sempre somado às taxas e aos juros que são cobrados pela empresa, bem como aos tributos que são cobrados pelo governo para cada operação. Esse valor é somado e depois dividido, normalmente em parcelas com valores iguais.

Custo Efetivo Total: entenda a sua importância em uma operação de empréstimo
Créditos: Divulgação

A soma de todos esses elementos gera o valor total da dívida, que oficialmente acaba sendo chamado de Custo Efetivo Total. Até alguns anos atrás, essa era uma informação que os bancos e as instituições financeiras não divulgavam com muita clareza. As pessoas tinham que somar todos os valores das parcelas para saber, de fato, quanto elas teriam que pagar ao final dessa operação.

Com isso, o foco das propagandas e dos materiais de divulgação acabava quase sempre sendo nos valores das parcelas. As pessoas se deparavam com um número atrativo, mas não se atentavam para a quantidade de dinheiro que teriam que pagar para finalizar esse contrato.

Hoje em dia, o Custo Efetivo Total é uma informação que deve ser fornecida pelo banco ou pela instituição financeira da forma mais clara possível, inclusive com certo destaque.

Saiba mais sobre como a empresa chega nesse número de CET e entenda como ele impacta na operação de crédito.

O que é o CET?

A sigla CET é utilizada para fazer uma referência direta ao Custo Efetivo Total de uma determinada operação financeira, normalmente aparecendo nos contratos de empréstimos e também em outras linhas de crédito. Ela demonstra, de forma clara e direta, quanto o cliente que está assinando esse contrato vai ter que pagar pela dívida como um todo.

Esse valor acaba incluindo não apenas o dinheiro que foi solicitado como empréstimo, mas também juros e todos os encargos, as tarifas, os tributos, os seguros e outras despesas que podem vir a ser cobradas nas parcelas dos pagamentos.

O objetivo do CET é justamente permitir que as pessoas que contratam serviços financeiros tenham uma visão completa de todos os custos, que podem ser demonstrados em um valor real, em moeda, ou por meio de um percentual único que será aplicado para chegar aos valores das parcelas.

Atualmente, existem algumas regras que são aplicadas pelo Banco Central referentes à forma como esse dado deve ser apresentado para o cliente. O objetivo é que essa informação esteja disponível da forma mais clara possível, inclusive oportunizando que ela seja de conhecimento de pessoas que possam ter mais dificuldades para compreender dados e informações escritas.

O que está incluso no CET?

Dentro do valor real apontado como CET de uma operação estão inclusos valores diversos, incluindo:

  • Taxa de análise de crédito ou de abertura de cadastro – Esse não é um valor considerado fixo nem obrigatório, podendo ou não ser cobrado, de acordo com a estratégia adotada pelo banco em questão;
  • Taxas administrativas e de manutenção – Valores que cobrem despesas operacionais assumidas pelo banco ou pela instituição financeira e que também podem englobar o trabalho realizado para a gestão do contrato de uma forma geral;
  • Taxa de juros – Essa acaba sendo uma taxa que sempre está presente nos contratos de linhas de crédito, especialmente dos empréstimos, sendo basicamente o percentual aplicado sobre o valor que está sendo emprestado pelo banco;
  • Seguros – Alguns tipos de empréstimos, especialmente aqueles cujos valores são mais expressivos, normalmente são oferecidos pelos bancos junto com seguros, com o objetivo de reduzir os riscos do negócio de uma forma geral. O seguro mais comum é chamado de prestamista, que quita a dívida em caso de morte ou invalidez permanente do titular;
  • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) – Tributo federal cobrado sobre as operações financeiras, que deve ser recolhido pela empresa junto ao cliente e posteriormente repassado ao governo na forma de pagamento de imposto.

Como verificar o CET de uma operação?

De acordo com as atuais determinações do Banco Central do Brasil (Bacen), todas as instituições financeiras são obrigadas a informar o Custo Efetivo Total (CET) e fornecer uma tabela detalhada com os valores de cada item que o compõem, antes da assinatura do contrato e sempre que o cliente solicitar.

Esses dados devem estar disponíveis antes do momento da contratação, durante a simulação ou quando o cliente recebe uma determinada proposta, quanto depois da contratação, seja especificado em contrato ou disponível em outros meios de consulta.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.