Empréstimo com carência: os juros começam antes da primeira parcela?
Primeiro pagamento pode ficar para meses depois da contratação, mas isso não significa que o dinheiro foi emprestado sem custo durante esse período.
Um empréstimo com 60 ou 90 dias de carência pode parecer mais barato porque a primeira prestação demora para chegar. Na maioria das operações, porém, a carência adia o pagamento e não interrompe automaticamente a incidência dos juros.

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Use seu veículo agora! Peça seu empréstimo consignado sem problemas! Descubra motivos de recusaIsso significa que o custo do crédito pode começar a ser formado desde a liberação do dinheiro, mesmo que nenhuma parcela seja cobrada nos primeiros meses. Dependendo do contrato, os juros desse intervalo podem ser pagos separadamente, incorporados ao saldo devedor ou distribuídos pelas parcelas seguintes.
Por isso, duas propostas com a mesma taxa de juros podem terminar com custos diferentes se uma delas oferecer uma carência mais longa.
O que significa ter carência no empréstimo?
Carência é o período que separa o início da operação do momento em que determinado pagamento começa a ser exigido.
O Banco Central utiliza o conceito de carência, nas condições de pagamento do crédito, como o prazo até o pagamento da primeira parcela do principal.
Essa definição é importante porque mostra que a carência não é sinônimo de gratuidade.
Um banco pode permitir que o cliente passe três meses sem amortizar o valor que recebeu, por exemplo, enquanto os juros relativos a esse período continuam sendo calculados conforme as regras do contrato.
Também existem operações estruturadas de outra maneira, nas quais parte dos encargos é paga durante a carência. Por isso, saber apenas que existem “90 dias para começar a pagar” não é suficiente para entender o custo.
Os juros podem correr mesmo sem nenhuma parcela?
Sim.
Quando o empréstimo é liberado, o cliente passa a utilizar recursos da instituição financeira. Se o contrato estabelece remuneração desse dinheiro desde a contratação, os juros começam a ser calculados antes do primeiro vencimento.
Imagine um empréstimo de R$ 10 mil com três meses de carência. Durante esse período, o cliente pode não desembolsar nada, mas o banco pode continuar calculando os encargos sobre o saldo devedor.
Se esses juros forem incorporados à dívida, a primeira prestação será calculada sobre um saldo superior aos R$ 10 mil originalmente recebidos.
É por isso que uma carência maior pode oferecer alívio imediato ao orçamento e, ao mesmo tempo, aumentar o custo total da operação.
Carência do principal é diferente de carência total?
Sim, e essa diferença precisa aparecer nas condições do crédito.
Em algumas operações, existe carência apenas para amortizar o principal. O cliente ainda pode ter de pagar juros durante esse intervalo.
Em outras, não há nenhum pagamento nos primeiros meses. Nesse caso, os encargos correspondentes ao período podem ser incorporados à dívida conforme o sistema de amortização e as condições contratadas.
Existe ainda a possibilidade de uma oferta estabelecer condições promocionais específicas. Se houver efetivamente um período sem incidência de juros, isso precisa estar previsto de maneira clara.
Por isso, expressões publicitárias como “comece a pagar em 90 dias” dizem apenas quando começa o desembolso. Elas não explicam, sozinhas, o que acontece com os juros nesses três meses.
Uma carência maior deixa a parcela mais barata?
Não necessariamente.
O valor da prestação depende do saldo financiado, da taxa, do sistema de amortização e do prazo disponível para pagamento.
Se os juros da carência forem incorporados ao saldo, a dívida estará maior quando começarem as parcelas. Dependendo de como o contrato foi estruturado, isso pode elevar a prestação ou fazer o cliente pagar mais juros ao longo do prazo.
Também é possível que o banco aumente o prazo total e consiga apresentar uma parcela mensal aparentemente menor.
Nesse caso, olhar apenas para o valor mensal pode esconder o efeito da carência.
Uma proposta de R$ 700 por mês não é automaticamente mais barata do que outra de R$ 750. É necessário saber por quantos meses cada uma será paga e quanto sairá do bolso até o final.
Como descobrir quanto a carência realmente custa?
O principal indicador é o Custo Efetivo Total, o CET.
O CET reúne os custos da operação, incluindo juros, tarifas, impostos e outras despesas consideradas no cálculo. A instituição deve apresentá-lo ao consumidor antes da contratação.
Também vale conferir o valor total a pagar, o número de parcelas, a taxa efetiva mensal e anual e a data da primeira prestação.
Se duas propostas oferecem o mesmo valor emprestado, mas uma inicia os pagamentos imediatamente e a outra somente três meses depois, comparar o CET e o total desembolsado ajuda a descobrir quanto esse intervalo está custando.
O contrato também deve permitir identificar como o saldo devedor evolui durante o período de carência.
Vale escolher a proposta que dá mais tempo para começar a pagar?
Depende do motivo pelo qual a carência é necessária.
Para alguém que precisa do empréstimo agora, mas sabe que terá uma melhora de renda nos próximos meses, adiar a primeira prestação pode evitar dificuldades imediatas.
Uma empresa também pode contratar financiamento antes de um investimento começar a gerar receita e precisar de algum intervalo antes de iniciar as amortizações.
O benefício financeiro da carência, nesse caso, é ganhar tempo.
Mas tempo não deve ser confundido com desconto. Se a pessoa já tem condições de começar a pagar e escolhe uma carência longa apenas porque a oferta parece mais confortável, pode acabar aumentando desnecessariamente o custo da dívida.
O correto é comparar uma proposta com e sem carência sempre que essa alternativa estiver disponível.
O que conferir antes de aceitar os “meses sem pagar”?
A primeira pergunta deve ser simples: os juros começam a correr durante a carência?
Depois, o consumidor precisa verificar onde esses encargos aparecerão. Eles podem ser incorporados ao saldo, cobrados durante a própria carência ou considerados nas prestações posteriores.
Também é necessário comparar o CET e o valor total que será pago até o encerramento do contrato.
Se a instituição divulgar apenas o valor da parcela e destacar os meses de folga, sem tornar o custo da operação compreensível, o cliente deve pedir as condições completas antes de contratar.
A carência pode ser útil quando existe uma necessidade real de adiar o início dos pagamentos. O problema surge quando ela é interpretada como se o empréstimo estivesse parado e sem gerar custos.
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Economize agora seus empréstimos! Antecipe saques FGTS e garanta seu saldo Descubra agora!Na maioria das operações, o relógio da dívida começa antes do primeiro boleto. A parcela demora a chegar, mas os juros podem já estar trabalhando durante esse intervalo.