Vender curso na Kiwify custa 8,99% + R$ 2,49: quanto sobra em um produto de R$ 100?
Plataforma não cobra mensalidade, mas desconta uma porcentagem e uma tarifa fixa de cada venda aprovada, o que pesa mais nos produtos baratos.
Criar um curso digital de R$ 100 e vender dez unidades não significa necessariamente colocar R$ 1 mil no caixa. Plataformas que cuidam do checkout, processamento do pagamento e entrega do conteúdo cobram pelo serviço, e essa taxa precisa entrar na formação do preço.

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Venda + fácil: 6 dicas TI Ganhe + dinheiro com ML Afiliados! Dicas para estágio em 2026Na Kiwify, a cobrança padrão em 2026 é de 8,99% mais R$ 2,49 por venda aprovada. Não existe taxa de adesão nem mensalidade obrigatória para começar a utilizar a plataforma, e a área de membros, incluindo hospedagem dos vídeos, também pode ser utilizada sem uma tarifa separada.
Em uma venda de exatamente R$ 100, a conta fica simples: R$ 8,99 correspondem à taxa percentual e outros R$ 2,49 são descontados como tarifa fixa.
O custo total da plataforma chega a R$ 11,48 e restam R$ 88,52 antes de considerar outras despesas do negócio.
Por que a tarifa fixa pesa mais nos cursos baratos?
Os 8,99% acompanham o preço.
Se o produto fica mais caro, a parcela percentual aumenta na mesma proporção. Os R$ 2,49, entretanto, permanecem iguais por venda.
Isso faz a tarifa fixa pesar proporcionalmente mais nos produtos de baixo valor.
Em um produto de R$ 20, por exemplo, 8,99% representam aproximadamente R$ 1,80. Somando R$ 2,49, o custo fica próximo de R$ 4,29.
Sobram cerca de R$ 15,71.
Nesse caso, a taxa efetiva da plataforma representa aproximadamente 21,4% dos R$ 20 recebidos.
Já em uma venda de R$ 200, os 8,99% correspondem a R$ 17,98. Com a tarifa fixa, o desconto total chega a R$ 20,47 e restam R$ 179,53.
Proporcionalmente, a cobrança fica perto de 10,2%.
Isso não significa que produtos caros sejam automaticamente mais lucrativos. Eles podem ser mais difíceis de vender e exigir mais investimento em marketing. A comparação apenas mostra por que a tarifa fixa precisa receber atenção especial em produtos muito baratos.
R$ 88,52 não é necessariamente o lucro do curso
O valor líquido depois da taxa da Kiwify ainda não representa o lucro final do produtor.
Imagine um curso vendido por R$ 100.
Depois da taxa padrão, ficam R$ 88,52. Se o produtor gastou R$ 30 em anúncios para conseguir aquela venda, restam R$ 58,52.
Se ainda paga comissão de afiliado, ferramentas de e-mail, edição, suporte, emissão fiscal ou outros custos, a margem diminui novamente.
É possível ter faturamento alto e lucro pequeno justamente quando esses elementos são analisados separadamente.
Por isso, a formação do preço deveria começar pelo valor que o produtor precisa receber depois dos custos, e não apenas pelo preço que parece atraente para o comprador.
Se a meta fosse colocar aproximadamente R$ 100 no caixa após somente a taxa padrão da plataforma, vender por exatamente R$ 100 não seria suficiente. O preço teria de ser maior para absorver os 8,99% e os R$ 2,49.
Existe mensalidade mesmo sem fazer vendas?
Na estrutura padrão, não.
A Kiwify utiliza uma lógica de cobrança ligada às vendas aprovadas. Quem cadastra o produto e passa um mês sem nenhuma venda não recebe uma mensalidade simplesmente por manter o curso publicado.
A plataforma também não cobra pela emissão de um boleto que nunca seja pago. A taxa aparece quando a venda é efetivamente aprovada.
Outra característica relevante ocorre nos reembolsos. Quando uma venda é reembolsada pelas regras da plataforma, a taxa relacionada àquela transação também é devolvida.
Isso ajuda a diferenciar o custo da Kiwify de ferramentas que cobram assinatura mensal independentemente do faturamento.
Para alguém começando e sem saber quantas vendas conseguirá realizar, não ter uma mensalidade reduz o custo fixo da operação.
Sacar o dinheiro também pode gerar cobrança
Existe ainda uma tarifa que não aparece diretamente no cálculo dos R$ 88,52.
Cada solicitação de saque possui atualmente custo de R$ 3,67, tanto por Pix quanto por transferência bancária.
Por isso, fazer um saque após cada pequena venda seria pouco eficiente.
Imagine dez vendas de R$ 100. Depois das taxas padrão, o saldo seria de aproximadamente R$ 885,20 antes de outros custos.
Se o produtor fizer um único saque, terá uma cobrança de R$ 3,67.
Se realizar vários saques separados ao longo do período, essa tarifa se repete e vai consumindo parte da margem.
Também existem prazos diferentes para liberação do dinheiro conforme a forma de pagamento. Pix e boleto possuem liberação mais rápida na estrutura padrão, enquanto vendas por cartão seguem prazo maior.
Há possibilidade de solicitar recebimento acelerado em determinadas contas, mas essa condição pode acrescentar uma taxa adicional de 2%. A antecipação, portanto, também precisa ser calculada, e não tratada como dinheiro gratuito recebido mais cedo.
Quando a taxa pode ser negociada?
A cobrança de 8,99% mais R$ 2,49 é a referência padrão, mas produtores com volume maior podem ter espaço para negociar.
Atualmente, a Kiwify permite solicitar renegociação das taxas quando o faturamento ultrapassa R$ 50 mil por mês na plataforma.
Isso significa que a matemática de um produtor iniciante pode ser diferente daquela de uma operação digital que já vende centenas ou milhares de produtos mensalmente.
Para quem ainda está começando, entretanto, é mais prudente montar o preço utilizando a taxa padrão. Contar antecipadamente com uma redução que ainda não foi negociada pode criar uma margem que não existe.
Quanto realmente sobra em R$ 100?
Considerando apenas a cobrança padrão da plataforma, a resposta é objetiva: uma venda aprovada de R$ 100 deixa aproximadamente R$ 88,52.
Mas esse é apenas o primeiro número da conta.
Publicidade, afiliados, impostos, ferramentas e saques podem reduzir o resultado posteriormente. Em produtos muito baratos, os R$ 2,49 fixos também ganham um peso proporcional considerável.
Por isso, definir um curso por R$ 20, R$ 50 ou R$ 100 apenas porque o preço parece comercialmente atraente pode ser perigoso.
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